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Modelo de proposta e orçamento para designer gráfico

Escopo, revisões e direitos de uso escritos antes de começar. Preencha na tela e mande o PDF — sem cadastro.

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Em design, o documento chama-se quase sempre proposta, não orçamento — e a diferença não é só de nome. Num serviço de ofício, o preço está no que se faz. Em design, o preço está no que se combina: quantas revisões, o que entra, o que o cliente pode fazer com o resultado depois.

É por isso que o prejuízo de um designer raramente vem de ter cobrado pouco. Vem de escopo mal escrito.

Revisões: escreva o número

É a linha mais importante de toda a proposta, e a mais esquecida.

Sem um número, "mais um ajustezinho" não tem fim — e cada um deles é trabalho que já não está pago. Com um número, o quarto pedido de alteração deixa de ser uma conversa desconfortável e passa a ser uma linha do documento que os dois assinaram.

Escreva assim: "Inclui até 3 rodadas de revisão. Alterações adicionais serão orçadas a R$ X por rodada."

Repare que não está a proibir alterações — está a pôr preço nelas. O cliente que precisa mesmo, paga; o que estava a pedir por hábito, para.

Diga o que o cliente leva, e em que formato

"Criação de logotipo" pode significar um PNG ou pode significar um manual de marca com trinta páginas. Se não estiver escrito, o cliente vai imaginar o segundo e pagar pelo primeiro.

Liste os entregáveis concretos:

Também vale dizer o que não entra: papelaria, redes sociais, site, registro de marca no INPI. São os pedidos que costumam aparecer depois, achando que estavam inclusos.

Direitos de uso: a linha que quase ninguém escreve

Quando você entrega uma identidade visual, o cliente pode usá-la onde? Para sempre? Pode alterá-la? Pode revendê-la?

Em design, o autor tem direitos sobre a obra, e o que o cliente recebe é o direito de uso — na extensão que a proposta definir. Uma frase resolve, e deve ser escrita conforme o que combinaram:

"A aprovação e o pagamento integral concedem ao contratante o direito de uso da identidade visual para os fins descritos nesta proposta. Os arquivos editáveis são entregues ao final do projeto. O autor mantém o direito de exibir o trabalho em portfólio."

Essa última parte — portfólio — é a que mais se esquece e a que mais dói perder.

Pagamento por etapas, e o prazo que depende do cliente

Projeto de design não se paga no fim. O padrão que protege os dois lados é 50% para iniciar e 50% na entrega, ou três parcelas em projetos longos: início, aprovação do conceito, entrega final.

E há um detalhe de prazo que evita metade das frustrações: o seu prazo depende do cliente responder. Escreva "prazo de 15 dias úteis, contados a partir do recebimento do briefing e do sinal, suspenso enquanto aguardamos aprovação". Assim, as duas semanas que o cliente demorou a dar feedback não viram atraso seu.

Exemplo preenchido

Identidade visual para pequeno negócio. Os valores são ilustrativos — mostram a estrutura, não são tabela de preço. Use os seus.

Marina Duarte — Design
CPF 000.000.000-00 · (11) 90000-0000 · São Paulo
PROPOSTA
Nº 026 · 19/09/2026
DescriçãoQtdValor un.Total
Briefing, pesquisa e definição de conceito1R$ 900,00R$ 900,00
Criação de logotipo — 3 propostas iniciais1R$ 2.200,00R$ 2.200,00
Paleta de cores, tipografia e aplicações1R$ 800,00R$ 800,00
Manual de aplicação simplificado (PDF)1R$ 600,00R$ 600,00
TotalR$ 4.500,00

Inclui: até 3 rodadas de revisão. Arquivos em AI, PDF, SVG, PNG e JPG. Não inclui: papelaria, materiais para redes sociais, site e registro de marca no INPI.
Prazo: 15 dias úteis a partir do briefing e do sinal, suspenso enquanto aguardamos aprovação. Pagamento: 50% para iniciar, 50% na entrega dos arquivos finais. Rodadas extras de revisão: R$ 350,00 cada. Validade: 15 dias.

Os erros que custam dinheiro

Não limitar revisões. Já dito, e continua a ser o número um.

Mandar arquivo editável antes de receber. O trabalho fica todo entregue e o pagamento fica em aberto. Apresentação em JPG ou PDF durante o processo; arquivos abertos na entrega final, depois do pagamento.

Começar sem briefing por escrito. Sem briefing, qualquer coisa que você apresentar pode estar "fora do que ele imaginava" — e sem documento, quem perde a discussão é você.

Não cobrar sinal. Projeto criativo tem desistência. O sinal separa o cliente que decidiu daquele que está a explorar opções.

Proposta bonita ou proposta clara?

Muito designer monta a proposta no Figma ou no InDesign, com capa, mockups e vinte páginas. Fica bonita — e demora horas que ninguém paga.

Para a maioria dos trabalhos, uma página clara com escopo, entregáveis, prazo e condições fecha o mesmo negócio em dez minutos de trabalho. Guarde a proposta desenhada para os projetos grandes, onde ela realmente pesa na decisão.

E o PDF simples leva uma coisa que o InDesign não faz: o QR Code do PIX com o valor do sinal. O cliente aprova e paga os 50% sem trocar mensagens sobre chave e valor.

Perguntas frequentes

Qual o jeito mais rápido de fazer uma proposta de design pelo celular?

Usar um gerador online em vez de montar do zero no Word ou no Canva. No OrçamentoPix você lista entregas, rodadas de alteração e prazo, a soma é automática e o PDF sai pronto para mandar ao cliente — grátis e sem cadastro.

Como cobrar 50% de entrada por PIX num projeto de design?

Com a proposta aprovada, gere uma cobrança com o valor da entrada. O documento sai com o QR Code PIX já preenchido: o cliente paga na hora e você começa o projeto com o pagamento confirmado. O restante você cobra da mesma forma na entrega.

Proposta ou orçamento: qual uso?

Na prática são o mesmo documento com nomes diferentes. "Proposta" soa melhor em design e permite incluir contexto e abordagem além dos preços. Se o cliente pediu "orçamento", use a palavra dele — o conteúdo é igual.

Devo mostrar o preço por hora?

Em geral, não. Preço por entrega protege-o de ser eficiente: se você resolve em metade do tempo por ser bom, não deveria receber metade. Guarde a hora para serviços contínuos ou para as rodadas extras de revisão.

Como cobro se o cliente desistir no meio?

Com o sinal, que não se devolve, e com as etapas escritas: o que já foi entregue e aprovado é devido. É outra razão para dividir o projeto em etapas na proposta em vez de um valor único.

Serve para designer de interiores ou social media?

Serve. A estrutura — escopo, entregáveis, revisões, etapas de pagamento e direitos de uso — é a mesma em qualquer serviço criativo. Muda a descrição.

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Escopo, revisões e condições numa página. PDF com QR Code PIX para o sinal. Grátis, sem cadastro.

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